Piedade reafirma sua posição de protagonismo na agricultura brasileira ao liderar, com ampla vantagem, a produção de inhame no país. Segundo dados da CEAGESP, o município foi responsável por 3.723 toneladas do tubérculo comercializadas em 2024, o que representa 54,2% do total nacional.
Na sequência aparecem Tapiraí (SP), com 1.046 toneladas (15,2%), e Laranja da Terra (ES), com 855 toneladas (12,4%). Juntas, as cidades paulistas respondem por quase 70% do fornecimento do produto, reforçando a força agrícola da região.
O destaque vem em um momento de queda expressiva no preço do inhame. Cotado a R$ 2,40/kg na última segunda-feira (18/08), o tubérculo atingiu um dos menores valores da série histórica, registrando retração de 35,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando custava R$ 3,73/kg. Na comparação mensal, a redução foi de 9,1%.
Um alimento versátil e nutritivo
Conhecido também como taro, o inhame (Colocasia esculenta L. Schott) tem origem provável no Sudeste Asiático ou na Índia e chegou ao Brasil por meio da colonização portuguesa. Além de ser um ingrediente versátil — podendo substituir batata e mandioca em receitas — é considerado um alimento saudável, rico em fibras, potássio, cálcio e vitaminas do complexo B.
Com textura cremosa, baixo teor de gordura e fácil digestão, o inhame se adapta a diferentes climas e solos, o que favorece colheitas tanto precoces quanto tardias. Em 2024, o Entreposto Terminal São Paulo comercializou 6.879,69 toneladas do produto, sendo 72,3% provenientes do estado de São Paulo, com Piedade à frente, e 27,7% do Espírito Santo.
Assim, além de seu valor nutricional e cultural, o inhame reafirma sua importância econômica para Piedade, que se consolida como referência nacional na produção desse tubérculo.
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