A cidade de Piedade figura em posição de destaque no mercado da mandioquinha (Arracacia xanthorrhiza), também conhecida como batata-baroa, cenoura-amarela ou mandioquinha-salsa. Dados da CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) apontam que o município foi responsável pela comercialização de 3.684 toneladas do tubérculo no Entreposto Terminal São Paulo, o que representa 25,5% do total negociado entre maio e agosto deste ano. O desempenho coloca Piedade em segundo lugar no ranking nacional, atrás apenas de Tapiraí (SP), com 5.214 toneladas (36,2%).
A mandioquinha, nativa dos Andes e amplamente cultivada em clima frio e altitude elevada, é hoje um dos produtos mais valorizados nas centrais de abastecimento. Apesar de uma expressiva queda de 43,3% no preço em relação ao mesmo período de 2023, o tubérculo ainda é destaque na CEAGESP, sendo cotado, na última segunda-feira (29), a R$ 7,96/kg.
A redução de preços se deve, em parte, à maior oferta registrada nesta época do ano, considerada o pico da safra, além das boas condições climáticas em regiões produtoras como Piedade, Tapiraí, Apiaí e Socorro, todas em São Paulo — estado que lidera com 91,6% do total fornecido à CEAGESP.
Versátil e altamente nutritiva, a mandioquinha é rica em carboidratos, vitaminas e minerais, e se tornou item essencial na culinária brasileira, sendo utilizada em nhoques, caldos, purês e sopas. O Brasil, segundo a Embrapa, é atualmente o maior produtor mundial da raiz.
Com um cenário de queda nos preços, mas alta produtividade, produtores piedadesenses seguem firmando o município como referência nacional no cultivo de alimentos saudáveis e de alta qualidade.
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