Na sessão desta segunda-feira (9), na Câmara Municipal de Piedade, os vereadores utilizaram a tribuna para discutir a instalação de pórticos de pedágio nas rodovias que cortam o município e cidades vizinhas. O tema, considerado urgente, foi apresentado por meio de requerimento do vereador Alex Silva e recebeu apoio unânime dos parlamentares, que destacaram a falta de informações claras por parte da concessionária responsável.
Autor do requerimento, Alex Silva afirmou que moradores, agricultores e trabalhadores o procuram diariamente com dúvidas sobre valores, forma de cobrança, uso de TAG e locais de aquisição. Segundo ele, a população não foi orientada e muitos bairros sequer têm acesso à internet para realizar pagamentos digitais. “Informação é tudo. As pessoas precisam saber como vão se preparar para essa mudança”, declarou.
O vereador Xandinho também criticou a ausência de respostas da concessionária. Ele relembrou reuniões anteriores com representantes da empresa, nas quais prazos e planos foram alterados diversas vezes. Disse ainda que contatos por telefone e e-mail não são respondidos e questionou bloqueios em estradas alternativas, o que pode prejudicar moradores.
Caio Martori destacou a preocupação das comunidades rurais e bairros próximos às divisas, como Tapiraí, Votorantim e Pilar do Sul. Para ele, o pedágio aumentará o custo do deslocamento diário e pode encarecer produtos agrícolas. Defendeu audiências públicas locais e possível isenção para moradores próximos aos pórticos.
Zé Anésio relatou que pais de alunos e produtores rurais temem o impacto financeiro das múltiplas passagens diárias. Segundo ele, os quatro pontos de cobrança dentro do município surpreenderam a população. “Falta respeito com os representantes eleitos”, afirmou.
O presidente da Câmara, Adilson Castanho, classificou a situação como “premiação negativa” para o município. Ele criticou o modelo de concessão, alegando que as melhorias serão feitas com recursos arrecadados dos próprios usuários, sem investimentos prévios. Também alertou para o fechamento de acessos rurais.
Wandi Augusto lembrou que audiências públicas ocorreram fora da cidade e sem participação efetiva dos vereadores. Questionou a falta de transparência da Artesp e da concessionária, especialmente para idosos que não dominam ferramentas digitais para pagamento das tarifas.
Lukas Moraes avaliou que a localização dos pedágios, entre bairros, demonstra foco arrecadatório e prejudica a mobilidade interna do município, afetando moradores e o escoamento da produção agrícola.
Isidoro Poly relatou ter participado de reuniões em cidades vizinhas, mas também não obteve respostas sobre melhorias em acessos, pontos de ônibus e segurança viária. Ele teme multas indevidas e dificuldades para contestação de cobranças.
Já Jeferson Tatu afirmou que os estudos priorizaram a arrecadação, principalmente em trechos com grande circulação de caminhões. Defendeu que a concessionária ofereça soluções reais para os bairros afetados.
Ao final, os vereadores reforçaram apoio ao requerimento e cobraram diálogo, transparência e medidas que reduzam os impactos econômicos e sociais para a população de Piedade.
FONTE/CRÉDITOS: Câmara Municipal de Piedade reportagem Rodrigo Ruivo
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