A primeira sessão ordinária de 2026 da Câmara Municipal foi marcada por debates intensos e cobranças diretas ao Poder Executivo sobre a situação da saúde pública, especialmente quanto à falta de medicamentos de alto custo e às informações divulgadas sobre possíveis pendências documentais da Prefeitura que estariam impedindo a retirada de remédios junto ao Governo do Estado.
Realizada no dia 2 de fevereiro, a reunião teve como destaque um requerimento apresentado pelos vereadores pedindo esclarecimentos formais sobre a logística de abastecimento e a responsabilidade pelo atraso na entrega dos medicamentos. A discussão ganhou força após reportagem exibida pela TV TEM, com repercussão também no portal G1, informando que haveria remédios disponíveis para retirada e que o município estaria com documentação pendente.
Indignação com a falta de medicamentos
O vereador Wandi Augusto classificou o problema como antigo e recorrente, afirmando que a população mais carente tem sido a principal prejudicada. Ele questionou a “guerra de narrativas” entre Estado e município sobre a responsabilidade pelo desabastecimento.
Segundo o parlamentar, é essencial que a Prefeitura esclareça quais documentos estariam faltando e desde quando essas pendências existem. “A população não pode pagar por falhas administrativas. Se houver erro, é preciso apontar e corrigir”, afirmou.
Cobrança por respostas e transparência
O presidente da Câmara, Adilson Castanho, também reforçou a preocupação com o tema. Ele relatou que a secretária municipal de Saúde tem feito contatos constantes com o Governo do Estado, mas reconheceu que a cobrança popular tem sido intensa.
Castanho contou ainda que, após a divulgação da reportagem, representantes do Estado procuraram o prefeito para entender a situação. Para ele, o problema vai além de comunicação. “Quem precisa do remédio não pode esperar explicações burocráticas”, destacou.
Reportagem expõe possível pendência documental
O vereador Caio Martori disse ter acompanhado a matéria exibida no telejornal regional, que mostrou imagens da farmácia municipal e depoimentos de moradores. Segundo ele, a informação de que existiriam medicamentos aguardando retirada causou surpresa.
“Se há pendência documental, precisamos saber qual é. Se o Estado disse oficialmente isso, precisamos da mesma resposta formal. O importante é que o remédio chegue à população”, defendeu.
Pressão diária nas unidades de saúde
O vereador Jeferson Tatu relatou que a cobrança da população é constante e que pacientes o procuram diariamente em busca de solução. Ele afirmou que muitos dependem exclusivamente dos medicamentos fornecidos pelo poder público.
“Não é fácil olhar no rosto das pessoas e não ter uma resposta. A gente tenta ajudar de todas as formas, mas o sistema precisa funcionar”, disse.
Críticas ao Governo do Estado
Já o vereador Alex Silva adotou tom mais contundente e direcionou críticas diretas ao Governo do Estado, afirmando que o problema persiste mesmo quando a documentação é entregue corretamente.
Para ele, a população está cansada de justificativas. “Não queremos papel, queremos remédio na farmácia. Saúde é prioridade”, declarou.
Próximos passos
Ao final, os vereadores reforçaram a importância do requerimento para obter respostas oficiais e não descartaram acionar órgãos de controle, como Ministério Público e Tribunal de Contas, caso as falhas persistam.
A expectativa do Legislativo é que a Prefeitura esclareça rapidamente a situação documental e que o Estado regularize o fornecimento, garantindo atendimento contínuo aos pacientes que dependem dos medicamentos.
A sessão deixou claro que a saúde será um dos principais temas do ano legislativo em Piedade, com acompanhamento permanente da Câmara e pressão por soluções concretas.
FONTE/CRÉDITOS: Fonte: Sessão da Câmara (02/02/2026) — Repórter: Rodrigo Ruivo
Comentários: