Na sessão da Câmara Municipal de Piedade, realizada no dia 14 de julho, vereadores se manifestaram em peso contra a instalação da pedreira no bairro Piraporinha, reafirmando apoio ao requerimento apresentado pelo vereador Isidoro Poly. O documento solicita informações oficiais da Prefeitura e da CETESB sobre o avanço do processo de licenciamento da mineradora, após a emissão da certidão de uso e ocupação do solo.
Isidoro destacou o risco ambiental e social da instalação da pedreira, lembrando a dependência da população local da agricultura e o impacto negativo para toda a cidade, especialmente em relação à escassez de água. Ele cobrou estudos técnicos e transparência do Poder Executivo.
O vereador Zé Anésio também reforçou seu apoio, lembrando a tradição agrícola da região e os prejuízos irreparáveis que a atividade mineradora pode causar. Para ele, a luta é pela preservação da cultura, do meio ambiente e da economia local.
O vereador Wandi Augusto chamou a atenção para a omissão da Prefeitura, que, segundo ele, nunca contratou estudos de impacto ambiental, mesmo após aprovar leis de proteção. Ele questionou a falta de ações concretas por parte do Executivo.
Caio Martori lembrou que a luta contra a pedreira já dura mais de uma década. Ele afirmou que, mesmo após leis municipais de proteção, a mineradora conseguiu avançar via decisões judiciais. Para Martori, a mobilização deve continuar para defender o patrimônio natural da cidade.
Adilson Castanho recordou a atuação de gestões anteriores para tentar barrar o empreendimento e criticou o poder econômico das mineradoras. Ele pontuou que o município resistiu até onde foi possível, mas acabou vencido por pressões judiciais.
O vereador Alex Silva defendeu a união de todas as lideranças, independente de partido, para articular uma frente conjunta, envolvendo também deputados estaduais e federais na tentativa de barrar o projeto.
Xandinho lamentou a falta de respeito da Justiça às leis municipais e aos protestos populares, citando atos públicos já realizados. Ele destacou o impacto negativo que a pedreira traria, especialmente para o trânsito, as nascentes e a qualidade de vida dos moradores.
Jeferson Tatu ampliou a discussão, propondo envolver também cidades vizinhas como Salto de Pirapora e Araçoiaba da Serra, que podem ser afetadas pela escassez de água e pelos impactos ambientais.
Lukas Moraes reforçou que o atual prefeito Geraldo lutou contra a pedreira até os limites possíveis, e destacou os riscos de aumento da violência, do trânsito pesado e do prejuízo social com a instalação do empreendimento.
A sessão terminou com unanimidade entre os vereadores no posicionamento contrário à pedreira e na aprovação do requerimento, em defesa dos moradores do Piraporinha e da proteção ambiental de Piedade.
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