Maria Aparecida Brum, produtora rural no bairro Ribeirão Grande, compartilha com o Jornal O Relato sua rotina, amor pela cidade e dedicação à agricultura familiar
Piedade abriga histórias de dedicação, trabalho duro e amor à terra. Uma delas é a de Maria Aparecida Brum, agricultora há cinco anos na região do bairro Ribeirão Grande. Em entrevista ao Jornal O Relato, ela compartilhou sua rotina no Sítio Toca da Onça, que divide com o esposo, César Octávio Brum.
"Nosso sítio é pequeno, cerca de 10 mil metros, então a gente aproveita cada espaço", contou Maria Aparecida. Por lá, o casal cultiva uma variedade de verduras, legumes, frutas e mantém uma criação de galinhas para produção de ovos caipiras, que são vendidos nas feiras de Piedade e cidades vizinhas. “É o nosso carro-chefe”, revela.
A rotina começa cedo. “Tem a horta para cuidar, as galinhas para alimentar, depois colher os ovos. É uma correria”, afirma. Apesar do esforço diário, ela se mostra grata pela vida que leva. “Quando chegamos aqui, foi num momento difícil. Eu havia perdido meus pais. Mas Piedade me acolheu com carinho. Eu não gosto de Piedade... eu amo Piedade”, enfatiza emocionada.
A relação com a feira começou logo que chegaram. “No começo, a gente até comprava produtos de vizinhos para revender. Depois, estruturamos nossa produção e barraca”, relembra.
Com a cidade prestes a completar 185 anos no próximo dia 20, Maria Aparecida deixou uma mensagem: “Para os nossos piedadenses, o nosso muito obrigada. E para Piedade, os nossos parabéns. É a agricultura que move essa cidade, e temos muito orgulho disso”.
Piedade é feita de histórias como a de Maria Aparecida: simples, fortes e inspiradoras.
Comentários: