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Domingo, 10 de Maio de 2026

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Setor hortifrutigranjeiro espera melhora do cenário para 2022

Dólar, combustíveis e insumos corroeram os ganhos do segmento, que reduziu a margem para continuar caminhando

Setor hortifrutigranjeiro espera melhora do cenário para 2022
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O segmento de hortifruti granjeiros conta com a possível redução dos custos de produção no próximo ano "para continuar caminhando", de acordo com a Associação dos Produtores e Distribuidores de Hortifrúti do Estado de São Paulo (Aphortesp).

A tendência para o ano que vem é que esse mercado melhore muito", pondera ele. "A gente precisa ter entendimento com os fornecedores e apoio deles e do consumidor para manter as atividades em funcionamento", afirma o diretor

Segundo Abdo, a saída encontrada pelos produtores nesse ano foi reduzir as equipes e áreas de produção, buscando manter a atividade mais enxuta e minimizar custos. "Esse aumento não é repassado para o consumidor", explica o representante. "Há alguns aumentos de preço pontuais, mais pela falta de produto do que por essa saltas", afirma.

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O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), referente a novembro, prévia do indicador oficial de inflação, indicou uma alta mensal de 14,02% no tomate; de 2,01% na alface; de 7% na cebola; e de 5,5% na cenoura. O tomate foi o produto com maior elevação de preço no atacado, de 69,3% no acumulado do ano até novembro, de acordo com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp).

"O aumento do dólare dos preços dos combustíveis, a crise dos plásticos e dos insumos vêm prejudicando muito o produtor rural, porque as margens de lucro já eram estreitas e, agora, praticamente não existem"

Os principais motivos dessas altas foram as geadas de julho e a pandemia, que impactaram na produção e no consumo de frutas, legumes e verduras diversos, de acordo com especialistas.

O segmento de hortifruti granjeiros movimenta cerca de R$ 80 bilhões por ano, com 200 itens somente em hortaliças. "Como são muitas variedades, não tem uma que se destaque, mas o consumidor prefere os produtos mais acessíveis. Quando é época, o preço sobe e outro produto torna-se mais acessível, e assim sucessivamente", comenta Abdo.

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