A Justiça negou o pedido de diminuição da pena do vizinho que confessou a morte de Heloá Pereira, de 11 anos. A decisão foi divulgada na quarta-feira (3). Elivelton Santos Furtado foi condenado a 33 anos e quatro meses de prisão após o júri popular, realizado em novembro de 2022, em Piedade.
Elivelton cumpre pena pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio triplamente qualificado - com as agravantes de motivo cruel, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de cadáver.
Heloá desapareceu em 19 de dezembro de 2019 e o corpo dela foi encontrado dois dias depois.
Elivelton confessou a autoria e disse que matou a vítima "porque a estuprou". Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a menina tinha, ao menos, 18 ferimentos causados por faca.
O advogado de defesa de Elivelton, Éder Fresneda, informou que o recurso pedia a revisão da sentença. De acordo com ele, a defesa entende que não houve dois crimes (homicídio e estupro) e, sim, um único crime (estupro de vulnerável seguido de morte). No entanto, a Justiça negou o pedido, alegando que a morte não foi resultado do estupro, mas das facadas.
De acordo com o Tribunal de Justiça (TJ), inclusa na pena de 33 anos está a condenação de um ano, quatro meses e dez dias de prisão em regime inicial semiaberto por vilipêndio a cadáver - quando o criminoso tenta abusar sexualmente da vítima depois da morte.
Fresneda informou a imprensa que a defesa não irá mais recorrer da decisão. Portanto, Elivelton cumprirá a pena normalmente.
Comentários: