A Câmara de Piedade (SP) aceitou uma denúncia contra o vereador Nelson Prestes de Oliveira, o Camarão (PSDB), sobre um possível esquema de favorecimento em uma concorrência pública.
Foi instaurada uma Comissão Processante no dia 13 de março. Caso Camarão seja considerado culpado, pode ter o mandato cassado.
O parlamentar afirma que se trata de uma "denúncia caluniosa", sendo uma "represália ao posicionamento do vereador quanto às denúncias feitas contra o Poder Executivo"
Também diz que está tranquilo e que orientou outros vereadores a votarem a favor da investigação, para que possa provar sua inocência.
De acordo com o documento, em 2017 a colônia de férias foi arrematada no leilão pelo empresário Nereu Alfredo de Oliveira por um valor inferior ao que consta na avaliação feita pela comissão especializada da prefeitura.
A avaliação apontou que o valor do imóvel seria de R$ 720.628,06, no entanto, ele foi arrematado pelo valor de R$ 563.542,68, segundo a denúncia. A disparidade de valores causou um prejuízo aos cofres públicos de R$ 157.085,38. Além disso, o texto aponta que a proposta do empresário foi a única apresentada e homologada na concorrência pública.
Outro ponto da denúncia diz respeito aos desdobramentos do leilão sem si. De acordo com o documento, a Associação Amigos Oásis da Ilha foi criada em 21 de outubro de 2017. Seu objetivo era reunir os futuros proprietários da colônia de férias. O vereador Camarão foi incluído na lista de pessoas convocadas para a transmissão do imóvel como sendo um destes proprietários.
O documento também cita a escritura do imóvel e a transferência feita pela prefeitura para Nereu no dia 22 de outubro de 2017. No dia seguinte, em 23 de outubro de 2017, o empresário fez a transferência para a Associação Amigos Oasis da Ilha, que, de acordo com o texto, teria feito o pagamento em dinheiro vivo.
Com isso, foi criada uma Comissão Processante, composta pelos vereadores Tirso (União Brasil), Caio Martori (PSDB) e Baiano do Caetezal (PSD), que irá apurar as acusações de que o parlamentar teria se beneficiado por ter acesso privilegiado a informações sobre a aquisição do imóvel.
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