Na tranquilidade da zona rural de Piedade, no bairro do Gurgel, vive Paulo Lemes da Silva, agricultor que há mais de 50 anos cultiva a terra herdada de seu pai, Aristide Lemes da Silva. A história da família se entrelaça com a da cidade, que completa 185 anos, marcada pelo trabalho árduo e pela fé na lavoura.
“O sítio vem de pai para filho. Meu pai já plantava, e eu cresci ajudando ele. A agricultura é abençoada por Deus, ela não falha. Se não vai bem num ano, melhora no outro”, conta Paulo, com um sorriso tranquilo de quem conhece o ciclo da terra.
Hoje, o sítio abriga plantações de verduras e legumes, com destaque para a mandioca, vagem e diferentes tipos de alface, que são levados às feiras da região. Paulo já vendeu em Sorocaba por 20 anos e, há pelo menos 10, participa das feiras em Piedade. “A gente perdeu o campo para a cebola e batata, mas a terra ainda é produtiva. Piedade continua sendo uma região muito boa, uma propriedade nota 10”, afirma orgulhoso.
Ao seu lado, a filha Rosimeire Xavier da Silva concilia a lida na roça com a profissão de auxiliar de enfermagem, atuando na Santa Casa de Piedade. “É uma correria, mas é uma terapia também. Quando não estou no hospital, estou com meu pai na roça. A gente planta, colhe e vende direto na feira”, explica.
Rosimeire também é apaixonada pela cidade onde nasceu. “Piedade é uma cidade boa de viver. A gente produz o que consome e o que vende. É linda por natureza. Tenho muito carinho por esse lugar e nunca penso em sair daqui.”
A história de Paulo e Rosimeire é um retrato da resistência e do amor à terra. Um legado passado de geração em geração, que ajuda a construir a identidade agrícola e humana de Piedade.

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