A mobilização da OAB SP (Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo) para conscientizar estudantes sobre a prevenção e o enfrentamento às violências digitais chegou a Piedade, Pilar do Sul e Tapiraí. Entre os dias 28 e 30 de setembro, cerca de mil estudantes foram atendidos nas três cidades.
Em Piedade, uma das ações reuniu aproximadamente 200 jovens de escolas da rede pública em uma palestra realizada no anfiteatro municipal. Além desse encontro, o projeto alcançou outras 10 escolas de Piedade, Pilar do Sul e Tapiraí, ampliando as orientações sobre segurança, direitos e responsabilidades no ambiente digital.
As atividades na região contaram ainda com o apoio da Guarda Civil Municipal (GCM).
A programação integra o chamado Dia D, mobilização estadual iniciada nesta segunda-feira (28) pela OAB SP. As 257 Subseções da entidade participam da iniciativa e mais de 500 escolas em todo o Estado de São Paulo estão cadastradas para receber palestras direcionadas a estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.
Com o tema “Violências digitais: proteção, direitos e deveres”, as palestras abordam situações como deepfakes de conteúdo sexual, fake nudes, exposição e compartilhamento de imagens íntimas, assédio, ameaças, chantagem e aliciamento. Os estudantes também recebem informações sobre direitos, deveres e os caminhos disponíveis para pedir ajuda e buscar proteção.
Segundo a vice-presidente da OAB SP, Daniela Magalhães, a mobilização amplia um trabalho que já vem sendo desenvolvido pela instituição dentro das escolas, diante da necessidade crescente de informação e prevenção entre crianças e adolescentes.
A iniciativa reúne ações do programa OAB Vai à Escola, da Comissão da Criança e do Adolescente e do projeto Valquírias Digitais, ligado à Comissão de Privacidade, Proteção de Dados e Inteligência Artificial.
Para a realização das atividades, mais de 1.300 advogados e advogadas participaram de formação em parceria com o Instituto Serenas, recebendo orientações sobre a abordagem do tema com adolescentes e sobre os procedimentos adequados diante de possíveis relatos de violência.
A preocupação com o assunto é reforçada por levantamento do Unicef, em parceria com a ECPAT International e a Interpol, segundo o qual 19% dos adolescentes brasileiros entre 12 e 17 anos relataram ter sido vítimas de exploração ou abuso sexual facilitados pela tecnologia em um período de um ano. O estudo também registrou casos envolvendo o uso de inteligência artificial para a produção indevida de imagens ou vídeos de conteúdo sexual.
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