Moradores, comerciantes e visitantes da região central de Piedade estão cada vez mais apreensivos com as abordagens constantes de moradores de rua no entorno da Praça Coronel João Rosa. O problema tem se agravado com relatos de assaltos, agressões físicas e verbais por parte de andantes, que tornam o ambiente hostil e perigoso.
Os comerciantes locais sentem no dia a dia o impacto negativo em seus negócios, observando uma queda significativa no número de clientes que, por medo, preferem realizar suas compras pela internet. “As pessoas não se sentem mais seguras, e o movimento caiu muito”, afirmou um lojista que preferiu não se identificar.
A situação também é preocupante para os moradores, especialmente os idosos, que se veem obrigados a manter suas casas fechadas o tempo todo por medo de violência. A praça, antes um espaço de convivência pacífica, agora é evitada pela população.
Nos últimos três anos, a região central de Piedade viu um aumento considerável de pessoas desocupadas e, em alguns casos, delinquentes, intensificando a sensação de insegurança. Andantes, pessoas alcoolizadas e usuários de drogas passaram a ocupar a praça e seus arredores, o que, segundo relatos, inclui moradores de rua de outras cidades que migraram para Piedade.
A solução para o problema parece exigir uma ação coordenada entre as forças policiais e os serviços sociais da Prefeitura. Enquanto a polícia é chamada para coibir os crimes, como assaltos e roubos, há também a necessidade de uma abordagem social, que poderia envolver a triagem dos moradores de rua, oferecendo tratamento contra as drogas ou encaminhando essas pessoas de volta às suas cidades de origem.
A população de Piedade espera que medidas concretas sejam tomadas para que a Praça Coronel João Rosa volte a ser um local de tranquilidade e segurança, como sempre foi.
A reportagem do Jornal O Relato entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Piedade, mas, até a publicação desta matéria, o município ainda não havia se posicionado.
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